Notimp 122 de 02/05/2025 – Força Aérea Brasileira


Durante os dias 21 a 24 de abril, na Base Aérea de Santa Cruz, Rio de Janeiro, a Força Aérea Brasileira realizou as comemorações alusivas ao Dia da Aviação de Caça e a Reunião da Aviação de Caça (RAC). Acompanhe pelas imagens do Cavok, como foi este evento que apresentou uma pintura especial em um F-5FM para celebrar a data.

Com a participação de todas as unidades de caça da FAB, as atividades da semana se iniciaram com a chegada das aeronaves e delegações no dia 21. Já no dia 22, tiveram lugar as cerimonias de comemoração aos 80 anos do Dia da Aviação de Caça, com solenidades que relembraram os feitos de nossos combatentes durante a Segunda Guerra Mundial, no Teatro de Operações Italiano.

No dia 22 de abril de 1945, o 1° Grupo de Aviação de Caça da FAB, subordinado ao 350th Fighter Group da USAAF, contando com apenas 22 pilotos disponíveis, realizou o maior número de operações diárias do ao longo de sua trajetória no conflito. Esse esforço resultou no cumprimento de 11 missões com 44 surtidas, do nascer ao pôr do sol, com cada piloto realizando pelo menos duas missões, sendo alguns deles chegaram a voar em 3 ocasiões.

Tal condição só foi possível por, além da bravura e abnegação de nossos pilotos, por todo o esforço do contingente da FAB, que com mecânicos e corpo administrativo conseguiu disponibilizar o maior número de aeronaves possíveis, manutenindo, reabastecendo e remuniciando as aeronaves para novas missões.

Apesar do dia 22 ter iniciado com uma leve garoa, o tempo melhorou e não atrapalhou as cerimonias do dia, que se iniciaram em frente ao monumento do P-47 C-5, uma das aeronaves veteranas do conflito. Durante esse momento foram lembrados os pilotos brasileiros que faleceram durante os treinamentos e combates na Itália, com a participação dos militares do 1° GAvCa, autoridades, familiares dos veteranos e convidados. Coube ao piloto mais jovem do Grupo de Caça acender o fogo da pira em memória aos combatentes caídos em combate.

Além dos pilotos falecidos, foi prestada homenagem ao comandante do 1° GAvCa, Brigadeiro Nero Moura, com a colocação de uma coroa de flores no monumento que abriga as cinzas do Jambock 01.

Após a cerimônia do P-47, o público se dirigiu para outra atividade alusiva ao Dia da Aviação de Caça, em frente ao hangar do Zeppelin, com a exposição de aeronaves de caça, incluindo o modelo A-29 com pintura comemorativa do Jambock C-1 e do F-5F com pintura em celebração aos 80 anos do Dia da Caça e 50 anos de operação do F-5 na FAB.

Nessa solenidade foram agraciados com medalhas os pilotos mais eficientes de cada esquadrão de caça, os comandantes dos esquadrões e entregue o Prêmio Pacau Magalhães Motta, que premia o militar com destaque em pesquisa e assuntos acadêmicos a Aviação de Caça, entregue ao Major Aviador Paulo Roberto Falcão.

Durante esse momento foi revelada a moeda oficial em comemoração aos 80 anos do Dia da Aviação de Caça, feita pelo Clube da Medalha da Casa da Moeda em dois formatos, bronze e prata.

Durante as celebrações ocorreram passagens de um trio de aeronaves, compostos por 1 F-5 do 1°GAvCa, 1 F-5 do 1°/14° Esq. Pampa e 1 AMX do 3º/10º Esq. Centauro. Uma aeronave F-39 Gripen foi acionada, porém não chegou a decolar para compor o sobrevoo. Além disso, uma esquadrilha do 3°/3° Esd. Flecha acompanhou as passagens, representado os esquadrões de A-29 da FAB.

As comemorações seguiram ao longo do dia, em prol da Reunião da Aviação de Caça com o coquetel para os caçadores e o Torneio Informal da Aviação de Caça, vencido nesse ano pelo 1° Grupo de Defesa Aérea (GDA). As celebrações ainda ocorreram no dia 23, quando palestras dos comandantes e veteranos da Associação Brasileira de Pilotos de Caça (ABRA-PC), finalizada pela encenação da “Ópera do Danilo”, que conta a história da cinematográfica fuga do piloto brasileiro Danilo Moura, abatido em um ataque a uma ponte ferroviária e que retornou à base após passar pelas linhas inimigas, um momento bastante emocionante e ápice das exaltações às tradições do Grupo de Caça.

Apesar de não contarmos mais com os torneios de Aviação de Caça, com disparos de armas e competições físicas e intelectuais, bem como a grande quantidade de aeronaves de outros tempos, a manutenção das tradições, a reunião dos pilotos e o preito aos veteranos que conduziram a Caça brasileira até os dias de hoje é um momento importante e um símbolo da Força Aérea Brasileira.





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