Na arquitetura, a palavra “pavilhão” pode descrever uma infinita variedade de estruturas. Pode ser definido como princípio e tipologiauma estrutura independente, uma intervenção temporária, um ponto de encontro na cidadeou um espaço para experimentação. Esta última qualidade é o que une os seis projetos não construídos aqui apresentados, todos desenhados e submetidos pelos leitores do ArchDaily. Aqui a definição reside nas suas qualidades escultóricas e na exploração formal, enquanto a sua permanência e localização variam de acordo com a finalidade de cada estrutura. As propostas demonstram ainda outra qualidade inerente ao pavilhão: a intenção de representar simbolicamente uma postura. A sua exploração da forma e do material reflecte, portanto, também uma procura de um sentido de fronteira, de admiração ou de um futuro partilhado.
Aqui, examinamos ideias de projetos em Coréia do Sul, Irã, Tailândia, Perue Cazaquistão. Embora sejam estruturas isoladas e independentes, ligam-se simbolicamente aos seus contextos culturais através de referências à arquitectura tradicional, de uma relação com actividades produtivas locais ou de uma ideia profundamente enraizada de paisagem e natureza. Alguns dos pavilhões representam uma marca humana em diálogo com a natureza, seja como espaço de pausa, entrada ou restauração. Outros interpretam a arquitectura como um catalisador de acção, facilitando actividades, fornecendo infra-estruturas ou reunindo seres vivos numa busca partilhada. Apesar das diferenças, o conjunto das estruturas irrompe na paisagem como ponto de contraste, apelando à nossa capacidade de admiração.






