O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou há pouco a sessĂŁo que vai julgar a validade do reconhecimento de vĂnculo empregatĂcio entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais. A controvĂ©rsia Ă© conhecida como “uberização” das relações de trabalho.
No inĂcio da sessĂŁo, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, informou que o julgamento nĂŁo será encerrado hoje.

Segundo o ministro, a sessĂŁo será destinada apenas Ă leitura dos relatĂłrios dos processos, documentos que resumem a tramitação das ações, e Ă s sustentações orais das defesas das empresas que operam os aplicativos e entidades que defendem o reconhecimento do vĂnculo.
A data da votação da questão ainda será marcada pelo presidente.
A decisĂŁo que será tomada pela Corte terá impacto em 10 mil processos que estĂŁo parados em todo o paĂs Ă espera do posicionamento do plenário sobre a questĂŁo.
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SerĂŁo julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vĂnculo empregatĂcio com os motoristas e entregadores.
A Rappi alegou que as decisões trabalhistas que reconheceram o vĂnculo de emprego com a empresa desrespeitaram decisões da prĂłpria Corte que entendem nĂŁo haver relação de emprego formal com os entregadores.
A Uber sustentou que Ă© uma empresa de tecnologia, e nĂŁo do ramo de transportes, e que o reconhecimento de vĂnculo trabalhista altera a finalidade do negĂłcio da plataforma, violando o princĂpio constitucional da livre iniciativa de atividade econĂ´mica.
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