OUTRAS MÍDIAS –
A partir de janeiro, a Base Aérea de Anápolis (BAAN) viverá um novo ciclo que reforça seu papel central na defesa aérea brasileira: a chegada de quatro pilotos experientes que iniciarão a conversão operacional para o F-39 Gripen.
O grupo, composto por aviadores experientes vindo de outras aeronaves, como o F-5, representa uma etapa estratégica para a Força Aérea Brasileira, que passa a formar em território nacional uma geração de profissionais qualificados no mais avançado caça já incorporado pelo país.
Para o tenente-coronel aviador Ramon Fórneas, comandante do 1° GDA, Anápolis é hoje o ponto decisivo de formação e especialização, conforme dito em reportagem da Folha de S. Paulo. Ele ressalta que a seleção para voar o Gripen é das mais competitivas da FAB, com apenas um em cada dez pilotos aptos conquista a vaga para integrar o esquadrão.
Segundo o comandante, a adaptação ao novo caça exige mais do que experiência: envolve condicionamento físico para suportar cargas de até 9G, domínio da suíte eletrônica e familiaridade com armamentos e sensores integrados.
A rotina dos recém-chegados será intensa. Eles passarão por treinamentos no simulador, onde cada detalhe da missão é analisado, muitas vezes com acompanhamento de técnicos suecos. Também terão preparo físico específico na academia da base, projetada para desenvolver resistência e evitar perda de consciência durante manobras de alta gravidade. A chegada desses quatro pilotos sucede o caso do primeiro aviador 100% formado no Brasil, que finalizou sua conversão para o Gripen em 2024, simbolizando a independência crescente da FAB em seu programa de modernização.
A tendência, agora, é que Anápolis se torne definitivamente o polo formador da doutrina do Gripen, consolidando-se como o espaço onde se molda a próxima geração da elite da aviação de caça brasileira.

