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O Brasil realiza na próxima quarta-feira (17) o primeiro lançamento comercial de foguete a partir da Base de Alcântara, no Maranhão. A missão leva oito cargas úteis à órbita da Terra, entre satélites e experimentos do Brasil e da Índia, e marca a estreia do foguete sul-coreano HANBIT-Nano em solo brasileiro.
Coordenado pela Força Aérea Brasileira e pela Agência Espacial Brasileira, o lançamento reúne projetos de universidades federais e órgãos públicos, com aplicações em monitoramento ambiental, comunicação e navegação. Ao todo, são cinco satélites e três experimentos embarcados.
Entre as cargas estão o Jussara-K, da UFMA, voltado à coleta de dados ambientais em áreas remotas; o FloripaSat-2, da UFSC, para testes de comunicação orbital; o PION-BR2, com mensagens produzidas por estudantes de Alcântara; o SNI-GNSS, da Agência Espacial Brasileira, focado em navegação de alta precisão para drones e embarcações; e o Solaras-S2, de origem indiana, destinado ao monitoramento solar, segundo o site InfoMoney.
O lançamento marca um passo concreto na reinserção do Brasil no mercado global de lançamentos orbitais. A principal vantagem de Alcântara é a proximidade com a Linha do Equador, que reduz o consumo de combustível e aumenta a eficiência das missões, um diferencial técnico conhecido há décadas, mas pouco explorado até agora.
A operação ocorre mais de 20 anos após o acidente com o VLS-1, em 2003, que matou 21 técnicos e paralisou o programa espacial brasileiro. O uso comercial da base avançou após o acordo de salvaguardas tecnológicas firmado com os Estados Unidos, em 2019, e a criação da estatal Alada, em 2025, responsável pela exploração econômica do complexo.

