A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recebeu, nesta terça-feira (27), representantes das federações das indústrias que integram o Fórum Infra Leste, formado por entidades do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Goiás. O encontro teve como foco a apresentação de projetos estratégicos para a infraestrutura de transportes e o fortalecimento da integração logística entre as regiões.
Durante a reunião, os representantes entregaram ao Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, a Carta Conjunta nº 01/2026, assinada pelos presidentes das federações participantes. O documento reúne seis iniciativas prioritárias para o desenvolvimento do Arco Leste e propõe uma agenda de trabalho conjunta para acompanhar os projetos, identificar desafios e buscar soluções para sua viabilização.
Integração logística e projetos prioritários
Entre os principais temas discutidos está a implantação da Ferrovia EF-118, considerada estratégica para conectar estruturas portuárias do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. Os representantes destacaram a necessidade de ampliar as conexões ferroviárias e rodoviárias com os terminais, garantindo maior eficiência no transporte de cargas e no aproveitamento da capacidade portuária da região.
A modernização da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) também ganhou destaque. A discussão abordou a necessidade de superar limitações tecnológicas, geométricas e operacionais da malha, além de realizar intervenções em áreas urbanas para melhorar as condições de operação e a competitividade do transporte ferroviário.
Outro ponto da pauta foi a integração entre a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). As duas estruturas são consideradas fundamentais para conectar as regiões produtoras do Centro-Oeste aos corredores de exportação, especialmente no escoamento de produtos agrícolas e minerais.
O debate também contemplou os modelos de implantação e operação dos projetos, considerando a conexão entre os trechos ferroviários e outras linhas existentes ou planejadas. Nesse contexto, a FIOL foi apontada como uma etapa importante para a consolidação do corredor logístico e para as definições sobre a configuração da FICO e suas futuras integrações.
No setor rodoviário, a BR-262, que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, foi destacada por sua importância para o transporte de cargas e a conexão entre pólos produtivos e portos. Os participantes reforçaram a necessidade de melhorias na infraestrutura para atender à demanda logística da região.
A plataforma portuária do Arco Leste, formada por estruturas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, completou a pauta. As federações defenderam o fortalecimento das conexões terrestres com os portos, de forma a ampliar a eficiência no fluxo de mercadorias destinadas ao mercado interno e à exportação.
Diálogo com a indústria e continuidade dos projetos
Durante o encontro, o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, destacou a importância da aproximação com o setor produtivo, que desempenha um papel duplo no desenvolvimento da infraestrutura: além de utilizar os serviços de transporte, a indústria fornece insumos e materiais essenciais à execução de obras e investimentos.
Guilherme Theo Sampaio ressaltou os avanços nas concessões rodoviárias e a importância da continuidade dos projetos estruturantes, independentemente das mudanças de governo. Segundo o Diretor-Geral, a estabilidade institucional e o planejamento de longo prazo são fundamentais para garantir segurança aos investimentos e dar previsibilidade ao desenvolvimento da infraestrutura nacional.
A aproximação com as federações industriais também permite alinhar o planejamento técnico às necessidades das diferentes regiões do país. A participação do setor produtivo contribui para identificar gargalos logísticos, apresentar demandas locais e subsidiar decisões sobre projetos estratégicos.
Para a ANTT, o diálogo reforça a importância da cooperação institucional na construção de soluções que ampliem a integração entre os modais, fortaleçam a competitividade da produção brasileira e melhorem as condições de transporte no país.
Gerência de Comunicação Social – ANTT
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