Segurança – News Central https://agencianews.com.br Central de Notícias Mon, 16 Feb 2026 17:53:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://agencianews.com.br/wp-content/uploads/2025/01/logo_web_newscentral-150x150.png Segurança – News Central https://agencianews.com.br 32 32 ONU alerta para crise agravada e impacto nos direitos humanos em Cuba https://agencianews.com.br/onu-alerta-para-crise-agravada-e-impacto-nos-direitos-humanos-em-cuba/ Mon, 16 Feb 2026 17:53:11 +0000 https://agencianews.com.br/onu-alerta-para-crise-agravada-e-impacto-nos-direitos-humanos-em-cuba/

O alto comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou “extrema preocupação” com o aprofundamento da crise socioeconômica em Cuba. Volker Turk alertou para efeitos cada vez mais graves sobre os direitos humanos da população. A porta-voz, Marta Hurtado, afirmou que a falta de petróleo coloca em risco a disponibilidade de serviços essenciais no […]]]>


O alto comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou “extrema preocupação” com o aprofundamento da crise socioeconômica em Cuba.

Volker Turk alertou para efeitos cada vez mais graves sobre os direitos humanos da população. A porta-voz, Marta Hurtado, afirmou que a falta de petróleo coloca em risco a disponibilidade de serviços essenciais no país.

Ameaça aos serviços essenciais

A situação que afeta diretamente setores como saúde, abastecimento de água e distribuição de alimentos acontece num contexto marcado por embargo financeiro e comercial prolongado.

Num cenário marcado por eventos climáticos extremos e recentes medidas dos Estados Unidos que limitam o envio de petróleo, a vulnerabilidade da população cubana aumenta. O escritório aponta ainda a piora das dificuldades enfrentadas por grupos já fragilizados pela crise.

Segundo a declaração, a dependência dos sistemas de saúde, alimentação, água e combustíveis fósseis importados faz com que a atual falta de petróleo tenha impacto imediato e generalizado.

Crise energética

O escritório afirmou que unidades de cuidados intensivos e serviços de emergência têm sido prejudicados pela crise energética, colocando em risco o funcionamento adequado de estruturas médicas.

A porta-voz indicou ainda que a produção, o armazenamento e a distribuição de vacinas, produtos sanguíneos e outros medicamentos sensíveis à temperatura estão comprometidos.

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Dependência dos sistemas de saúde faz com que a atual falta de petróleo tenha impacto imediato

Entre as causas do problema estão interrupções no fornecimento de eletricidade e dificuldades logísticas provocadas pela escassez de combustível.

Cortes de eletricidade 

De acordo com a ONU, mais de 80% dos equipamentos de bombeamento de água em Cuba dependem de eletricidade, e os cortes de energia afetam o acesso a água potável, o saneamento e a higiene.

A situação, segundo a declaração, tem repercussões diretas na qualidade de vida da população e no funcionamento de serviços básicos, agravando condições já difíceis em várias regiões do país.

O escritório de direitos humanos informou que a falta de combustível também afeta o sistema de racionamento e a distribuição da cesta básica alimentar regulada.

Além disso, redes de proteção social, incluindo alimentação escolar, casas de maternidade e lares de idosos, sofrem perturbações, com impacto desproporcional sobre os grupos mais vulneráveis.

ONU pede salvaguarda de direitos

A entidade da ONU apontou ainda que as falhas no fornecimento de eletricidade  afeta as comunicações e o acesso à informação.

A porta-voz reforçou que o acesso a bens e serviços essenciais, incluindo alimentos, água, medicamentos, combustível e eletricidade, deve ser sempre protegido, por serem elementos essenciais para o direito à vida e para exercer outros direitos.

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Redes de proteção social, incluindo alimentação escolar, casas de maternidade e lares de idosos, sofrem perturbações

O escritório frisou que o impacto prolongado de sanções em vários setores possa gerar dificuldades econômicas e reduzir a capacidade do Estado de cumprir responsabilidades básicas, com maior risco de instabilidade social.

Mediação, desescalada e proteção

No comunicado, a entidade da ONU sublinha que o Estado cubano deve garantir que responde segundo o direito internacional dos direitos humanos, priorizando a mediação, a desescalada e a proteção do direito à liberdade de reunião pacífica e de expressão.

O alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Turk, reiterou o apelo para que todos os Estados levantem medidas setoriais unilaterais.

O representante sublinhou o impacto amplo e indiscriminado destas medidas sobre a população, afirmando que objetivos políticos não podem justificar ações que violem direitos humanos.



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Guterres saúda retoma de conversações entre Irã e Estados Unidos https://agencianews.com.br/guterres-sauda-retoma-de-conversacoes-entre-ira-e-estados-unidos/ Mon, 16 Feb 2026 09:05:36 +0000 https://agencianews.com.br/guterres-sauda-retoma-de-conversacoes-entre-ira-e-estados-unidos/

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, saudou esta sexta-feira a retoma das conversações entre o Irã e os Estados Unidos. Em nota, o chefe da ONU descreve um contexto de crescente tensão associada ao programa nuclear iraniano e ameaças de um possível ataque militar norte-americano. Negociações que evitem agravamento da crise De acordo com […]]]>


O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, saudou esta sexta-feira a retoma das conversações entre o Irã e os Estados Unidos.

Em nota, o chefe da ONU descreve um contexto de crescente tensão associada ao programa nuclear iraniano e ameaças de um possível ataque militar norte-americano.

Negociações que evitem agravamento da crise

De acordo com agências de notícias, delegações lideradas pelo enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, mantiveram conversações indiretas em Omã.

As negociações representam o primeiro contacto deste tipo desde junho do ano passado, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques aéreos contra instalações nucleares iranianas.

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Manifestações começaram no final de dezembro, após comerciantes em Teerã saírem às ruas

O vice-porta-voz do secretário-geral, Farhan Haq, revelou que Guterres manifestou esperança de que as conversações “ajudem a reduzir as tensões regionais e a prevenir uma crise mais ampla”.

Reforço militar dos EUA junto à costa iraniana

O secretário-geral agradeceu ainda aos países da região que contribuíram para tornar possível a realização dos contatos diplomáticos, com destaque para Omã, que acolheu as conversações.

A nota enviada aos correspondentes sublinhou que Guterres tem defendido de forma consistente a desescalada e a resolução pacífica de disputas, em conformidade com a Carta das Nações Unidas.

A recomendação da ONU é que “todas as preocupações podem e devem ser abordadas através de diálogo pacífico”.

As conversações acontecem numa altura em que os Estados Unidos reforçaram a sua presença militar na região, incluindo a mobilização de forças como um porta-aviões de propulsão nuclear na costa iraniana.

O encontro em Omã ocorre também após semanas de escalada verbal e política relacionada com o programa nuclear iraniano.

Protestos recentes no Irã

Também nesta sexta-feira, o alto comissariado da ONU para os Direitos Humanos apelou à abertura de uma investigação sobre alegadas mortes e outras violações ocorridas durante os recentes protestos no Irã.

As manifestações começaram no final de dezembro, após comerciantes em Teerã saírem às ruas para expressar frustração com o colapso da moeda nacional, a inflação crescente e a piora das condições de vida.

Os protestos evoluíram para uma onda de contestação nacional, seguida por uma repressão descrita como ampla e mortal.

2,9 mil mortes confirmadas 

Segundo o porta-voz do escritório, Thameen Al-Kheetan, as autoridades iranianas divulgaram uma lista com mais de 2,9 mil confirmados como mortos, embora “outras fontes sugiram que o número total seja muito mais elevado”.

O porta-voz acrescentou que o processo completo de verificação permanece “muito difícil”, devido a fatores como o corte de comunicações e o encerramento do acesso à internet.

O Escritório da ONU de Direitos Humanos defendeu que devem ser realizadas “investigações independentes, imparciais e transparentes” sobre todas as alegações de mortes e violações graves de direitos humanos.



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Guterres expressa grande preocupação com medidas de Israel na Cisjordânia https://agencianews.com.br/guterres-expressa-grande-preocupacao-com-medidas-de-israel-na-cisjordania/ Mon, 16 Feb 2026 06:06:16 +0000 https://agencianews.com.br/guterres-expressa-grande-preocupacao-com-medidas-de-israel-na-cisjordania/

O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que as decisões em curso na Cisjordânia contribuem para a deterioração das condições necessárias para uma paz duradoura. Guterres reiterou ainda a posição das Nações Unidas sobre a ilegalidade dos assentamentos informais de Israel, incluindo em Jerusalém Oriental. A posição consta de uma declaração publicada pelo porta-voz, Stéphane […]]]>


O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu que as decisões em curso na Cisjordânia contribuem para a deterioração das condições necessárias para uma paz duradoura.

Guterres reiterou ainda a posição das Nações Unidas sobre a ilegalidade dos assentamentos informais de Israel, incluindo em Jerusalém Oriental. A posição consta de uma declaração publicada pelo porta-voz, Stéphane Dujarric, divulgada esta segunda-feira.

Um palestino está entre escombros após a demolição de sua casa em Al Jiftlik-Abu al 'Ajaj, governadorado de Jericó, devido à falta de licenças de construção.

Declaração reafirma que a única via possível passa por uma solução negociada de dois Estados

O secretário-geral sublinhou que a “trajectória actual no terreno”, incluindo esta decisão, está a “erosionar a perspectiva” de alcançar uma solução de dois Estados.

Assentamentos ilegais segundo o direito internacional

Guterres reiterou que todos os colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, “não têm validade legal” e constituem uma “violação flagrante do direito internacional”, incluindo resoluções relevantes das Nações Unidas.

A declaração acrescenta que o regime associado aos assentamentos e a respectiva infraestrutura também se enquadram nesta avaliação de ilegalidade.

Referência ao Tribunal Internacional de Justiça

A ONU indicou ainda que estas acções, incluindo a presença contínua de Israel no território palestiniano, não são apenas desestabilizadoras, mas também consideradas ilegais, conforme recordado pelo Tribunal Internacional de Justiça.

O apelo do secretário-geral a Israel é que reverta as medidas reportadas. Guterras pediu a todas as partes que preservem o caminho para uma paz duradoura.

A declaração reafirma que a única via possível passa por uma solução negociada de dois Estados, segundo as resoluções relevantes do Conselho de Segurança e o direito internacional.



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Sudão: Preocupação em evitar mortes em El Fasher move chefe de direitos humanos https://agencianews.com.br/sudao-preocupacao-em-evitar-mortes-em-el-fasher-move-chefe-de-direitos-humanos/ Mon, 16 Feb 2026 01:17:25 +0000 https://agencianews.com.br/sudao-preocupacao-em-evitar-mortes-em-el-fasher-move-chefe-de-direitos-humanos/

O Escritório de Direitos Humanos da ONU investiga dados consistentes de assassinatos em massa e execuções sumárias de civis sudaneses, incluindo pessoas sem participação em confrontos, dentro e nos arredores da cidade de El Fasher. O alto comissário, Volker Turk, citou casos de estupro e de violência sexual, tortura e maus-tratos, detenções, desaparecimentos e sequestros […]]]>


O Escritório de Direitos Humanos da ONU investiga dados consistentes de assassinatos em massa e execuções sumárias de civis sudaneses, incluindo pessoas sem participação em confrontos, dentro e nos arredores da cidade de El Fasher.

O alto comissário, Volker Turk, citou casos de estupro e de violência sexual, tortura e maus-tratos, detenções, desaparecimentos e sequestros para extorsão em sessão do Conselho de Direitos Humanos sobre o Sudão, realizada nesta segunda-feira. 

Supostos crimes de guerra e contra a humanidade

O tema também é debatido pela comunidade internacional em Nova Iorque. Em breve, um relatório da ONU deve ser apresentado ao Tribunal Penal Internacional citando crimes de guerra e contra a humanidade em El Fasher.

O alto comissário contou que o documento a ser apresentado nas próximas semanas detalha as razões para se chegar a essas conclusões após a ofensiva no auge do cerco da cidade pelas Forças de Apoio Rápido, RSF, que combatem as Forças Armadas Sudanesas, SAF. 

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Volker Turk pediu que todos os países ponderem o que poderiam ter feito para evitar a morte de milhares de civis

Turk defende que todos os Estados com influência façam todo o possível para promover esforços de mediação locais, regionais e internacionais, e pressionar “os que estão se beneficiando desta guerra sem sentido.”

Um dos exemplos mais citados foi a fuga de várias pessoas para diferentes locais, a milhares de quilômetros de distância, com informações de assassinato em massa de centenas de sudaneses que se abrigavam na Universidade de El Fasher. 

Violência sexual

O alvo de outras ações foram instalações de saúde e profissionais da área. Foram recolhidos depoimentos de certas vítimas que sofreram “ataques por sua etnia não árabe, em particular, membros do grupo étnico Zaghawa.”

Diversos registros documentam relatos de violência sexual ocorridos durante episódios de sequestros de mulheres e meninas que tentavam fugir.

Após esses atos, os combatentes das Forças de Apoio Rápido, RSF, e seus aliados, exigiram resgates exorbitantes por sua libertação. Grande parte das vítimas era formada por homens e adolescentes considerados em idade de combate. 

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Confrontos resultaram em várias centenas de desaparecidos e detidos em condições desumanas

Com milhares de desaparecidos e detidos em condições desumanas ou sujeitas a tortura e maus-tratos, presume-se haver vários mortos. Muitos sudaneses foram presos em áreas como Tagris, no Sul de Darfur, onde as “condições são horrendas”.

As RSF e seus aliados detiveram vários suspeitos afiliados às Forças Armadas Sudanesas e às Forças Conjuntas aliadas, funcionários do governo, profissionais de saúde, jornalistas, professores e voluntários humanitários locais. 

Pressão sobre as comunidades

De acordo com relatos dos ex-detidos, mais de 2 mil homens foram mantidos no Hospital Infantil de El Fasher. Os que morreram sob custódia teriam sido enterrados perto do centro hospitalar.

A equipe de funcionários da ONU também documentou o recrutamento e o uso de crianças pelas RSF, seja por meio de pressão sobre as comunidades ou por coerção direta.

Turk pediu que todos os países ponderem o que poderiam ter feito para evitar a morte de milhares de civis em El Fasher e o que farão para evitar a repetição em outras partes do Sudão.

Enquanto isso, uma série de medidas de construção de confiança, baseadas nos direitos humanos, visam apoiar os esforços de mediação e promover a confiança e foram partilhadas essas informações com ambas as partes envolvidas no conflito.

Após visita recente ao Sudão, Turk disse ter ficado claro que luta pela paz, justiça e liberdade continua muito viva. Ele realçou que os sudaneses possuem a chave para a paz sustentável em seu país e prevalecerá.



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Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento realça ação coletiva https://agencianews.com.br/dia-internacional-para-a-prevencao-do-extremismo-violento-realca-acao-coletiva/ Sun, 15 Feb 2026 19:39:05 +0000 https://agencianews.com.br/dia-internacional-para-a-prevencao-do-extremismo-violento-realca-acao-coletiva/

As Nações Unidas assinalam, esta quinta-feira, o Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento enquanto Conducente ao Terrorismo. A mensagem para marcar a data sublinha a determinação coletiva em proteger as comunidades e enfrentar as causas profundas do extremismo violento. Compromisso comum de prevenção A data foi instituída pela Assembleia Geral com o objetivo […]]]>


As Nações Unidas assinalam, esta quinta-feira, o Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento enquanto Conducente ao Terrorismo.

A mensagem para marcar a data sublinha a determinação coletiva em proteger as comunidades e enfrentar as causas profundas do extremismo violento.

Compromisso comum de prevenção

A data foi instituída pela Assembleia Geral com o objetivo de aumentar a consciência em relação à questão e reforçar a cooperação internacional neste domínio.

Na sua mensagem, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou o compromisso comum de prevenir o extremismo violento e de proteger as populações da ameaça do terrorismo.

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Jovens, incluindo crianças, estão cada vez mais expostos a processos de radicalização através das redes sociais

O líder da ONU alerta para a forma como grupos terroristas exploram contextos de instabilidade, fragilidade socioeconômica e tecnologias sem controlo adequado para intimidar os mais vulneráveis.

Guterres destacou que jovens, incluindo crianças, estão cada vez mais expostos a processos de radicalização através das redes sociais e de ambientes digitais não regulados, como plataformas de jogos.

Abordagem preventiva e causas estruturais

Guterres lembrou que em 2026, a Estratégia Global das Nações Unidas contra o Terrorismo assinala o 20º ano e o Plano de Ação da ONU para Prevenir o Extremismo Violento uma década.

Ambos os recursos demonstram que medidas de segurança, por si só, não são suficientes para enfrentar este fenómeno.

De acordo com a mensagem, a prevenção eficaz exige respostas que abordem diretamente as causas do extremismo violento, incluindo queixas reais ou percecionadas e condições que favorecem o terrorismo.

O secretário-geral defendeu o reforço dos sistemas educativos, a ampliação do espaço cívico e a promoção do diálogo e da confiança dentro e entre comunidades como elementos essenciais dessa abordagem preventiva.

Papel dos diferentes atores e do setor tecnológico

Guterres sublinhou igualmente a importância de uma ação conjunta envolvendo todos os intervenientes relevantes para a criação de mecanismos de proteção que possam impedir a disseminação do extremismo violento, incluindo o setor privado e as empresas tecnológicas,

Essa cooperação é apresentada como um elemento central para responder aos desafios colocados pela utilização de novas tecnologias por grupos extremistas.

O secretário-geral enfatizou que todos os esforços de prevenção devem estar ancorados no respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de direito, garantindo que todas as pessoas possam participar na definição do futuro das suas sociedades.

Construção de comunidades resilientes

Guterres concluiu a mensagem com um apelo pela construção de comunidades resilientes e inclusivas, onde o extremismo violento não encontre espaço e a paz possa prevalecer.

A resolução 77/243, que institui o Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento enquanto Conducente ao Terrorismo defende que a celebração quer reforçar a consciência global sobre as ameaças associadas ao extremismo violento e promover a cooperação entre Estados-membros.

A parceria que envolve entidades internacionais, sociedade civil, academia, líderes religiosos e meios de comunicação social reafirma que o terrorismo não deve ser associado a qualquer religião, nacionalidade ou grupo específico.



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Enviado especial da ONU saúda esforços de pacificação da Síria https://agencianews.com.br/enviado-especial-da-onu-sauda-esforcos-de-pacificacao-da-siria/ Sun, 15 Feb 2026 11:24:56 +0000 https://agencianews.com.br/enviado-especial-da-onu-sauda-esforcos-de-pacificacao-da-siria/

O enviado especial adjunto do secretário-geral para a Síria, Claudio Cordone, atualizou o Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no país, que passa por uma transição política após mais de uma década de guerra. Em 30 de janeiro, o governo e as Forças Democráticas Sírias anunciaram um cessar-fogo e um acordo abrangente, prevendo […]]]>


O enviado especial adjunto do secretário-geral para a Síria, Claudio Cordone, atualizou o Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no país, que passa por uma transição política após mais de uma década de guerra.

Em 30 de janeiro, o governo e as Forças Democráticas Sírias anunciaram um cessar-fogo e um acordo abrangente, prevendo um processo gradual de integração militar e administrativa.

Direitos dos curdos sírios

Este acordo também incluiu disposições sobre o retorno dos deslocados e os direitos civis e educacionais dos curdos sírios, com base no decreto presidencial nº 13 de 16 de janeiro.

Cordone afirmou que, até o momento, os confrontos no nordeste do país terminaram e o plano de implementação do acordo “tem progredido de maneira positiva”.

Ele afirmou que a expectativa é que haja uma integração pacífica do nordeste da Síria, proteção dos direitos dos curdos sírios e um “retorno seguro, digno e voluntário dos deslocados internos, criando condições para que todos possam viver com dignidade e sem medo” nessa parte do país. 

Claudio Cordone, vice-enviado especial para a Síria, fala numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação no Médio Oriente, com Muzna Dureid, co-fundadora do Movimento Político das Mulheres Sírias, sentada à sua direita.

Claudio Cordone (centro), enviado especial Adjunto do Secretário-Geral para a Síria, abre a reunião do Conselho de Segurança sobre a situação na Síria

Investigação de violações

O representante da ONU fez um apelo a todas as partes para que investiguem as alegações de abusos contra civis e combatentes, e responsabilizem os culpados. 

Ele disse que seu escritório está acompanhando de perto a situação em torno dos centros de detenção no nordeste, incluindo a transferência de um grande número de detidos sírios e não sírios suspeitos de pertencerem ao Daesh para o Iraque, onde se espera que sejam levados à justiça.

Cordone disse que os autores ​​das atrocidades devem ser responsabilizados e pediu que as autoridades iraquianas garantam que quaisquer processos judiciais respeitem plenamente os padrões de um julgamento justo. 

Para ele, a evolução da situação também reforça a necessidade de os Estados-membros intensificarem os esforços para repatriar os seus nacionais o mais rápido possível.

Regiões ainda instáveis

Em Sweida, houve novos confrontos entre as forças de segurança do governo e grupos armados locais, além de relatos de danos materiais e cortes de energia. 

O Ministério do Interior sírio anunciou a prisão de um membro das forças de segurança interna, após uma investigação oficial que o identificou como suspeito do assassinato de quatro civis e do ferimento de outro em 7 de fevereiro.

No sul do país, as incursões e operações de busca israelenses continuaram. Há relatos de pulverização aérea de herbicidas por Israel, causando danos às plantações e pastagens. 

Cordone reiterou pediu pleno respeito ao direito internacional, à soberania da Síria e à sua integridade territorial, exigindo que Israel se retire das áreas que ocupa em violação ao Acordo de Separação de Forças de 1974. 

Mulheres e crianças caminham pelo campo de Al-Hol, na Síria, um local de deslocamento que abriga mais de 30.000 pessoas, com tendas e infraestrutura visíveis sob um céu claro.

Mulheres e crianças caminham pelo campo de Al Hol na Síria, um local de deslocamento que abriga mais de 30 mil pessoas

Papel “extraordinário” das mulheres

O enviado especial adjunto também destacou em sua fala “o papel extraordinário desempenhado pelas mulheres sírias e pela sociedade civil ao longo dos anos de conflito, bem como nestes últimos 14 meses”.

Um grupo de países-membros do Conselho de Segurança da ONU, Colômbia, Dinamarca, França, Grécia, Letônia, Libéria, Panamá e Reino Unido, reafirmou nesta sexta-feira seu compromisso compartilhado com a agenda Mulheres, Paz e Segurança e com o apoio a mulheres e meninas na Síria. 

O conflito teve um impacto desproporcional sobre mulheres e meninas, incluindo violência sexual e de gênero generalizada e a negação de direitos econômicos, sociais e políticos.

Posicionamentos do Conselho de Segurança

Na declaração, o grupo saúdou o renovado impulso político após a histórica visita do órgão à Síria em dezembro. O texto também reconhece o compromisso declarado do governo sírio com uma transição política liderada e conduzida pelos sírios. 

A nota enfatiza a necessidade da participação plena, igualitária, significativa e segura das mulheres em todos os processos políticos e de tomada de decisão, com representação inclusiva em todas as diversas comunidades étnicas e religiosas da Síria.

Na quinta-feira, o Conselho de Segurança emitiu declaração saudando o acordo abrangente entre o Governo da Síria e as Forças Democráticas Sírias, e o fato de a implementação já estar em curso. 

Os membros do Conselho de Segurança também saudaram os recentes compromissos e ações do Governo da Síria para combater o Estado Islâmico, ou Daesh, e a Al-Qaeda, e sublinharam as obrigações da Síria ao abrigo das resoluções relevantes do Conselho de Segurança relacionadas com o combate ao terrorismo.



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Ofensiva em El Fasher, no Sudão, é investigada como crime de guerra https://agencianews.com.br/ofensiva-em-el-fasher-no-sudao-e-investigada-como-crime-de-guerra/ Sat, 14 Feb 2026 18:27:00 +0000 https://agencianews.com.br/ofensiva-em-el-fasher-no-sudao-e-investigada-como-crime-de-guerra/

Um relatório divulgado esta sexta-feira pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, afirma que a ofensiva final das Forças de Apoio Rápido, RSF, para capturar a cidade de El Fasher, em outubro do ano passado, envolveu violações graves que podem constituir crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade. O documento, baseado […]]]>


Um relatório divulgado esta sexta-feira pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, afirma que a ofensiva final das Forças de Apoio Rápido, RSF, para capturar a cidade de El Fasher, em outubro do ano passado, envolveu violações graves que podem constituir crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade.

O documento, baseado em entrevistas realizadas no final de 2025 com mais de 140 vítimas e testemunhas no norte do Sudão e no leste do Chade, descreve uma “onda de violência intensa” durante os primeiros dias do ataque, após 18 meses de cerco prolongado à cidade.

Mais de 6 mil mortes nos primeiros dias do ataque

De acordo com o relatório, mais de 6 mil pessoas foram mortas nos três primeiros dias da ofensiva das RSF em El Fasher. A ONU estima que pelo menos 4,4 mil dessas mortes ocorreram dentro da cidade e mais de 1,6 mil aconteceram ao longo das rotas de fuga utilizadas por civis que tentavam escapar.

O relatório ressalta que o número real de mortos durante a ofensiva, que durou uma semana, pode ser significativamente maior do que o registrado até agora.

Uma caravana repleta de famílias deslocadas fugindo de El Fasher, no norte de Darfur

Uma caravana repleta de famílias deslocadas fugindo de El Fasher, no norte de Darfur

Ataque matou cerca de 500 pessoas em dormitório 

Entre os episódios descritos, a ONU documenta um incidente em 26 de outubro, quando combatentes das RSF abriram fogo com armas pesadas contra cerca de mil civis que estavam refugiados no dormitório Al-Rashid, na Universidade de El Fasher.

Testemunhas apresentaram relatos consistentes de que aproximadamente 500 pessoas morreram no local. Uma testemunha afirmou ter visto corpos sendo lançados ao ar, descrevendo a cena como “um filme de terror”.

O Escritório de Direitos Humanos afirma que as RSF e milícias árabes aliadas cometeram uma série de abusos, incluindo assassinatos em massa, execuções sumárias, violência sexual, raptos para resgate, tortura, detenções arbitrárias, desaparecimentos, pilhagens e uso de crianças em conflitos.

Hospital infantil usado como centro de prisão

Segundo o relatório, muitos ataques foram direcionados a civis e pessoas fora de combate, com base na sua etnia ou em alegadas ligações às Forças Armadas Sudanesas, SAF.

O relatório também aponta a existência de 10 centros de detenção utilizados pelas RSF em El Fasher, onde as condições foram descritas como extremamente inadequadas, contribuindo para surtos de doenças e mortes sob custódia.

Um dos locais citados foi o Hospital Infantil, que teria sido convertido em instalação de detenção. A ONU afirma ainda que milhares de pessoas permanecem desaparecidas e sem paradeiro conhecido.

Pessoas que fugiram dos combates em El Fasher e arredores aguardam assistência em Tawila, no estado de Darfur do Norte, no Sudão

Pessoas que fugiram dos combates em El Fasher e arredores aguardam assistência em Tawila, no estado de Darfur do Norte, no Sudão

Pedido de investigações e responsabilização internacional

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou que a violência cometida pelas RSF e milícias aliadas demonstra que a impunidade continua a alimentar ciclos de violência.

Turk apelou por investigações credíveis e imparciais para determinar responsabilidade criminal, incluindo a de comandantes e superiores hierárquicos.

Ele defendeu que os responsáveis sejam levados à justiça por todos os meios disponíveis, incluindo tribunais sudaneses independentes, jurisdição universal em países terceiros, o Tribunal Penal Internacional ou outros mecanismos.

O relatório conclui que existem “fundamentos razoáveis” para acreditar que as RSF cometeram crimes de guerra. As acusações incluem homicídio, ataques contra civis, uso da fome como método de guerra, ataques contra pessoal médico e humanitário, violações sexuais, tortura, pilhagem, recrutamento e utilização de crianças em combate.

Turk reiterou também o apelo para que Estados com influência sobre as partes envolvidas ajam urgentemente para impedir a repetição das violações documentadas em El Fasher. Ele enfatizou o respeito ao embargo de armas já em vigor e o fim do fornecimento de armamento ou material militar aos grupos em conflito.



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Quinteto apela ao fim imediato da escalada do conflito no Sudão https://agencianews.com.br/quinteto-apela-ao-fim-imediato-da-escalada-do-conflito-no-sudao/ Fri, 13 Feb 2026 20:46:01 +0000 https://agencianews.com.br/quinteto-apela-ao-fim-imediato-da-escalada-do-conflito-no-sudao/

Em declaração divulgada esta quarta-feira, o Quinteto composto pela União Africana, Igad, Liga dos Estados Árabes, União Europeia e Nações Unidas alertou para o impacto crescente da guerra sobre a população civil do Sudão. O grupo condenou o uso de meios de combate cada vez mais destrutivos, afirmando que estes estão a causar “danos devastadores” às […]]]>


Em declaração divulgada esta quarta-feira, o Quinteto composto pela União Africana, Igad, Liga dos Estados Árabes, União Europeia e Nações Unidas alertou para o impacto crescente da guerra sobre a população civil do Sudão.

O grupo condenou o uso de meios de combate cada vez mais destrutivos, afirmando que estes estão a causar “danos devastadores” às comunidades afetadas.

Ataques e cercos em Kordofan e no Estado do Nilo Azul

O comunicado sublinhou que a situação no terreno se está a agravar rapidamente e pediu esforços coordenados para travar a violência, proteger civis e permitir o acesso seguro e sem obstáculos da ajuda humanitária.

O Quinteto afirmou estar particularmente alarmado com o rápido agravamento das condições enfrentadas pela população civil na região de Kordofan e no Estado do Nilo Azul.

Vários relatos são conta de ataques com drones, cercos cada vez mais apertados em centros populacionais e agressões contra infraestruturas essenciais.

Mulheres caminham por uma trilha em Kordofan do Sul, Sudão

© UNICEF/Adriana Zehbrauskas

Mulheres caminham por uma trilha em Kordofan do Sul, Sudão

El Fasher e alerta para risco de novas atrocidades

A declaração cita ataques que afetam hospitais, escolas e recursos de auxílio, bem como deslocamentos forçados e restrições severas ao acesso humanitário, incluindo ameaças a corredores de abastecimento e ataques contra comboios de ajuda.

Ao recordar os acontecimentos registrados em El Fasher, o Quinteto afirmou que já tinham sido emitidos avisos repetidos antes das atrocidades que ali ocorreram, mas que esses alertas “não foram ouvidos”. O resultado foram consequências arrasadoras para civis.

O grupo insistiu que a população civil não pode continuar a suportar o custo dos confrontos em curso e defendeu a necessidade de ação imediata para prevenir novas violações graves.

Obrigações legais e responsabilização por violações

O comunicado reforça que a proteção de civis, instalações civis e infraestruturas nacionais críticas constitui uma obrigação fundamental ao abrigo do direito internacional.

O grupo destaca que o direito internacional humanitário se aplica a todas as partes envolvidas no conflito.

O Quinteto afirmou ainda que civis e infraestruturas da população devem ser protegidos, e que o acesso humanitário seguro, rápido e sem impedimentos deve ser garantido em todas as áreas necessitadas.

O grupo sublinha ainda que violações graves do direito internacional humanitário não podem ficar sem resposta e que os responsáveis devem ser responsabilizados.

Um amplo campo de refugiados em Tawila, Darfur, Sudão, onde quase 89.000 pessoas deslocadas fugiram de El Fasher. A ONU e ONGs fornecem ajuda, incluindo alimentos, água, cuidados de saúde e apoio psicosocial.

Milhares de pessoas fugiram de El Fasher e arredores, muitas chegando à localidade de Tawila após caminharem por dias sob a ameaça de violência

Apelo trégua humanitária antes do Ramadã

Com a aproximação do mês sagrado do Ramadã para os muçulmanos, o Quinteto apelou para que todas as partes aproveitem a oportunidade criada pelos esforços em curso para negociar uma trégua humanitária.

Outra sugestão é para que haja uma desescalada imediata dos combates, com o objetivo de evitar mais mortes e permitir assistência vital.

A declaração revela que tal trégua deve seguir condições claramente definidas e ser compatível com o direito internacional, o direito internacional humanitário, compromissos existentes e decisões relevantes do Conselho de Segurança, incluindo a resolução 2736.

Compromisso com a soberania

O grupo acrescenta que uma trégua deste tipo poderá representar um passo importante para uma cessação mais ampla dos combates.

O Quinteto reiterou ainda o compromisso com a soberania, unidade, independência e integridade territorial do Sudão.

As cinco entidades afirmaram manter o objetivo de facilitar um diálogo político inclusivo, liderado por sudaneses, com vista a pôr fim à guerra e lançar as bases para uma transição política pacífica.



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Dia Internacional contra o Uso de Crianças-Soldado destaca escalada de abusos https://agencianews.com.br/dia-internacional-contra-o-uso-de-criancas-soldado-destaca-escalada-de-abusos/ Thu, 12 Feb 2026 23:36:24 +0000 https://agencianews.com.br/dia-internacional-contra-o-uso-de-criancas-soldado-destaca-escalada-de-abusos/

A representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados,Vanessa Frazier, apresentou ao Conselho de Direitos Humanos avanços na área de crianças-soldado em alguns países. Mas reforça a urgência global de ações de proteção neste domínio. O informe documenta 41.370 violações graves afetando 22.495 crianças em 2024, com ênfase no recrutamento e uso, abduções, assassinato […]]]>


A representante especial do secretário-geral para Crianças e Conflitos Armados,Vanessa Frazier, apresentou ao Conselho de Direitos Humanos avanços na área de crianças-soldado em alguns países. Mas reforça a urgência global de ações de proteção neste domínio.

O informe documenta 41.370 violações graves afetando 22.495 crianças em 2024, com ênfase no recrutamento e uso, abduções, assassinato e mutilação.

Origem do Dia

Conflitos multidimensionais, prolongados, urbanização da guerra, novos atores armados e tecnologias emergentes agravaram a situação, com impunidade persistente e redução de recursos humanitários. 

O Dia Internacional contra o Uso de Crianças-Soldado está ligado ao mandato de crianças e conflitos armados. A área especializada foi estabelecida em 1996 pela Assembleia Geral da ONU na resolução 51/77, que criou o mecanismo para monitorar e relatar violações graves contra crianças em situações de conflito armado.

O mandato e o dia associado visam promover a proteção de crianças afetadas por conflitos armados, avançar a agenda de paz e segurança, direitos humanos e desenvolvimento.

Outras metas incluem catalisar mudanças de comportamento em partes em conflito, incentivar o cumprimento do direito internacional e garantir que violações graves, como recrutamento e uso de menores, sejam monitoradas, reportadas e prevenidas, com foco na libertação e reintegração.

Menina de quinze anos da República Centro-Africana perdeu dois anos de escola quando era criança-soldado

Menina de quinze anos da República Centro-Africana perdeu dois anos de escola quando era criança-soldado

Números Globais e Recrutamento de Crianças-Soldado

Em 2024, a ONU verificou o recrutamento e uso de 7.402 crianças por forças estatais e grupos armados não estatais. A violação persiste em níveis muito altos e frequentemente se combina com o assassinato, a mutilação, a abdução e a violência sexual. 

No total, foram registadas 41.370 violações graves contra 22.495 crianças, um terço meninas, com destaque para 4.676 assassinatos, 7.291 mutilações, 4.573 abduções e 7.906 negações de acesso humanitário.

Países com Maiores Casos 

O maior número de violações graves foi verificado em 2024 em áreas de Israel e Territórios Palestinos, com 8.554. Segue-se a República Democrática do Congo, 4.043, Somália, 2.568, Nigéria, 2.436, e Haiti, 2.269. 

A República Democrática do Congo, Nigéria e Somália lideram em recrutamento e uso, além de abduções. Moçambique registrou o segundo maior aumento percentual de violações, 525%, refletindo conflitos prolongados e atores armados. 

A ONU atua em Moçambique com a capacitação e o apoio técnico às Forças Armadas para prevenir violações graves e proteger direitos humanos, além de diálogo com o governo para adotar protocolo de transferência de crianças ligadas a forças ou grupos armados para atores civis.

Ex-crianças-soldados em um centro de trânsito assistido pelo Unicef na República Centro-Africana

Ex-crianças-soldados em um centro de trânsito assistido pelo Unicef na República Centro-Africana

Trabalho da ONU, urgência e agências envolvidas

A ONU trabalha globalmente através de treinamentos às forças de defesa, implementação de planos de ação e liberação de crianças. No total foram mais de 220 mil  desde o início do mandato.

A intervenção cobre ainda protocolos de transferência, capacitação em proteção infantil, engajamento com governos e grupos armados e promoção da responsabilização.  

A urgência é extrema devido ao aumento contínuo de violações, impunidade, impactos na saúde mental, educação, deslocamento massivo e redução de financiamento que compromete verificação e resposta. 

Mecanismo de monitoramento

Agências atuando na questão incluem o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, que se foca em capacitação, reintegração, protocolos de transferência e o Departamento de Operações de Paz.

Em ação também estão o  Departamento de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, o Escritório da ONU para a Assistência Humanitária, Ocha, além de parcerias com a Unesco para educação, identidade legal e advocacia. 

O mandato coordena o mecanismo de monitoramento e a implementação do relatório para promover conformidade com o direito internacional e reintegração sustentável.



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ONU alerta para escalada de violência no Sudão do Sul https://agencianews.com.br/onu-alerta-para-escalada-de-violencia-no-sudao-do-sul/ Thu, 12 Feb 2026 05:54:36 +0000 https://agencianews.com.br/onu-alerta-para-escalada-de-violencia-no-sudao-do-sul/

Num informe ao Conselho de Segurança esta terça-feira, o subsecretário-geral das Nações Unidas para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que o Sudão do Sul continua num estado de fragilidade extrema. Para o chefe das operações de paz, o impasse político entre os principais signatários do Acordo de Paz Revitalizado alimenta tensões que se traduzem […]]]>


Num informe ao Conselho de Segurança esta terça-feira, o subsecretário-geral das Nações Unidas para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, afirmou que o Sudão do Sul continua num estado de fragilidade extrema.

Para o chefe das operações de paz, o impasse político entre os principais signatários do Acordo de Paz Revitalizado alimenta tensões que se traduzem em violência armada.

Deslocações forçadas e riscos crescentes

O responsável afirmou que as comunidades sul-sudanesas, que ainda recordam a violência de 2013 e 2016, voltam agora a enfrentar deslocações forçadas e riscos crescentes para civis e trabalhadores humanitários.

Lacroix indicou que o bloqueio político entre os principais signatários do Acordo de Paz Revitalizado permanece no centro da crise e provoca uma escalada de confrontos em várias partes do país.

Nas últimas semanas, registou-se um aumento significativo da violência em Jonglei, com combates entre forças governamentais e da oposição.

Segundo o subsecretário-geral, ambas as partes alegam agir em legítima defesa, mas, ao mesmo tempo, preparam-se para a possibilidade de confrontos em larga escala.

Retórica militar aumenta instabilidade

O chefe das operações de paz disse estar particularmente preocupado com relatos de bombardeamentos aéreos, retórica inflamatória, deslocações em massa e restrições graves ao acesso humanitário. De acordo com fontes governamentais citadas por Lacroix, mais de 280 mil pessoas foram deslocadas apenas devido aos combates em Jonglei.

Em 25 de janeiro, forças governamentais em Jonglei instruíram a transferência temporária de civis, bem como de pessoal da ONU e de organizações humanitárias, de vários condados do estado.

Entre eles estavam trabalhadores da base da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, em Akobo, que alegavam a iminência de uma operação militar. Dois dias depois, o porta-voz do governo negou ter emitido tal diretiva, embora tenha reafirmado a cooperação com os parceiros internacionais.

Uma patrulha de soldados de paz da ONU passa por Abyei, uma cidade fronteiriça disputada entre o Sudão e o Sudão do Sul, onde itens saqueados estão sendo coletados após recentes violências.

Abyei é uma área disputada na fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul

Declarações públicas

Lacroix também destacou preocupação com declarações públicas consideradas inflamatórias atribuídas ao general Johnson Olony Thabo, assistente do chefe de desarmamento e mobilização das Forças de Defesa do Povo do Sudão do Sul, Sspdf.

O governo, segundo ele, esclareceu que tais declarações não reflectem a política oficial. Ainda assim, Lacroix advertiu que este tipo de retórica contribui para inflamar um contexto já altamente volátil e reforça a necessidade urgente de contenção e protecção de civis.

União Africana e Igad 

Lacroix afirmou que tanto o Conselho de Paz e Segurança da União Africana como a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, Igad, manifestaram séria preocupação com a escalada dos combates.

O subsecretário-geral disse que as organizações regionais e a ONU têm reiterado que não existe solução militar para o conflito e que o Acordo de Paz Revitalizado continua a ser o único quadro viável para garantir estabilidade. Neste contexto, a ONU, a União Africana e a Igad reafirmaram também que quaisquer alterações ao acordo devem ser feitas através de processos inclusivos e consensuais.

Lacroix disse manter preocupação com iniciativas unilaterais recentes para alterar o acordo, incluindo propostas para adiar tarefas fundamentais, como o processo de elaboração constitucional, para depois das eleições. Ele advertiu que tais mudanças poderiam alterar a primazia do acordo e a sua precedência sobre a legislação nacional.

Diálogo entre signatários

O subsecretário-geral informou que o Splm/A-IO, um dos principais signatários do acordo, indicou não ter conseguido participar nas discussões em curso devido aos processos legais envolvendo o primeiro vice-presidente Riek Machar.

O partido, segundo Lacroix, tem contestado as iniciativas recentes e reafirmado que a sua participação no diálogo político depende da libertação de Machar.

Lacroix referiu ainda esforços regionais para relançar negociações, incluindo o processo Tumaini actualizado, focado no apoio à realização de eleições, e uma proposta da União Africana, através do seu Comitê Ad hoc de Alto Nível para o Sudão do Sul, para um retiro de liderança em Pretória. Em paralelo, indicou que o Presidente Salva Kiir criou um comitê nacional alargado para um processo consultivo de 45 dias sobre questões eleitorais, mas sem incluir a ala principal do Splm/A-IO.

Para Lacroix, apesar de algumas iniciativas serem bem-vindas, apenas um processo de diálogo e consenso entre todos os signatários e actores relevantes poderá ultrapassar o impasse e garantir o fim dos confrontos.

Ataques a humanitários e cólera agravam crise de proteção

Lacroix descreveu o Sudão do Sul como um dos locais mais perigosos do mundo para trabalhadores humanitários. Em 2025, foram registados 350 ataques contra pessoal e instalações humanitárias, um aumento em relação aos 255 ataques contabilizados no ano anterior.

O responsável afirmou que, apesar de garantias dadas pelo governo, continuam a existir restrições persistentes ao acesso, especialmente em áreas controladas pela oposição. Estas limitações ocorrem num contexto de grave emergência sanitária, com o país a enfrentar a pior epidemia de cólera da história recente: mais de 98 mil casos foram reportados desde o início do surto, em setembro de 2024.

Segundo Lacroix, a situação deteriorou-se ainda mais com o ressurgimento da cólera em Jonglei, onde o número de casos está a aumentar. Restrições de voo e bloqueios de movimentos impedem evacuações médicas e atrasam a entrega de assistência vital, enquanto continuam relatos de ataques e pilhagens a infraestruturas críticas.

Mais da metade da população do Sudão do Sul sofre de insegurança alimentar aguda

Mais da metade da população do Sudão do Sul sofre de insegurança alimentar aguda

O subsecretário-geral destacou ainda o encerramento de 24 centros de nutrição devido à violência nas áreas de Uror e Nyirol. A situação interrompeu cuidados para 7.868 crianças, incluindo 2.633 com malnutrição aguda severa, além de 2.764 mulheres grávidas e lactantes.

Lacroix apelou ao Conselho de Segurança para enviar uma mensagem clara e unida de que ataques a instalações médicas, pessoal de saúde e trabalhadores humanitários são inaceitáveis, defendendo acesso seguro, previsível e contínuo em todo o país.

Apelo à comunidade internacional e alerta sobre credibilidade eleitoral

A terminar o discurso, Lacroix defendeu que a comunidade internacional, incluindo o Conselho, deve garantir que os atores políticos sul-sudaneses recuem da atual trajetória e regressem ao diálogo para alcançar consenso sobre o caminho a seguir.

Ele elogiou o renovado impulso regional e os esforços da União Africana, Igad e países vizinhos, afirmando que estes requerem apoio coordenado para preservar a integridade e supremacia do Acordo de Paz Revitalizado. Outra meta é avançar para a implementação dos mecanismos de segurança e para eleições nacionais livres, justas e inclusivas.

Lacroix advertiu, no entanto, que sem consenso e sem a participação de todos os envolvidos no processo de paz, em todas as regiões do país, qualquer eleição não será credível nem merecedora de apoio internacional.

O subsecretário-geral concluiu reafirmando a importância de uma missão de paz robusta e plenamente operacional. Para o chefe das operações de paz, o apoio contínuo do Conselho de Segurança é essencial para que a Unmiss possa responder aos desafios descritos.



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