REVISTA AERO MAGAZINE –
A Força Aérea Brasileira realizou em 27 de novembro o primeiro lançamento do míssil ar-ar Meteor a partir do F-39E Gripen, durante um teste conduzido a partir da Base Aérea de Natal, no Rio Grande do Norte. O disparo inicia a etapa de validação operacional do armamento de longo alcance, empregado em engajamentos além do alcance visual (BVR).
O ensaio utilizou como alvo o drone Mirach 100/5, empregado para simular perfis de voo de aeronaves de combate em alta velocidade e altitude. O objetivo foi avaliar o desempenho do Meteor em ambiente representativo de engajamento BVR. Segundo a FAB, o teste permitiu medir a precisão e os parâmetros de voo do armamento em cenário dinâmico.
A atividade integra o processo de integração de armamentos avançados ao F-39E Gripen. A consolidação dessa capacidade envolve pilotos, engenheiros e equipes técnicas do Primeiro Grupo de Defesa Aérea, responsáveis pelo desenvolvimento da doutrina de uso do míssil em operações reais.
A manobra contou ainda com apoio da MBDA, fabricante do míssil, e do Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), que acompanharam os testes para verificação de desempenho e capacidade. A participação conjunta busca acelerar a maturação do sistema de armas e estabelecer padrões de emprego compatíveis com operações de alta complexidade.
O Meteor é classificado como míssil ar-ar de longo alcance, para além do alcance visual, com guiamento ativo e capacidade de manter energia em perfis de intercepção prolongados. Seu emprego amplia o envelope de atuação do Gripen e aumenta a distância de engajamento contra ameaças aéreas, requisito central para missões de policiamento e defesa do espaço aéreo.
A validação do míssil representa um passo importante na campanha de testes do F-39E no Brasil. O próximo estágio envolve a repetição de disparos em diferentes altitudes, velocidades e condições atmosféricas, até a certificação completa do sistema.
O lançamento conclui uma etapa prevista no cronograma de introdução do Gripen e reforça a capacidade de resposta da FAB em operações de defesa aérea, especialmente em cenários de vigilância e interceptação de longo alcance.

